Empregos temporários podem ser a chave para a recolocação

Quem sonha com a carteira assinada precisa concentrar esforços para atrair a atenção dos contratantes neste período

O funcionário sempre será lembrado pelas entregas que fez no período em que trabalhou.” Com esta frase, a especialista em Recursos Humanos Solange Pose resume como as tradicionais contratações de fim de ano podem ser a porta de entrada para um emprego fixo. Ainda que isso não ocorra imediatamente, quem sonha com a carteira assinada precisa concentrar esforços para atrair a atenção dos contratantes neste período.

“O objetivo deste profissional deve ser trabalhar como se fosse efetivo, porque independentemente do prazo estipulado, o sucesso na carreira depende da forma como nos mantemos atualizados, da atitude que apresentamos em nossas atividades e das relações profissionais que criamos”, afirma Solange, que também é professora do curso de Gestão em Recursos Humanos da Estácio. “O vínculo pode ser curto, mas fará a diferença na imagem que você deixa na empresa”.

É bem verdade que os números deste ano não são tão bons como há alguns anos. Segundo a Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de RH, Trabalho Temporário e Terceirização (Fenaserhtt) foi prevista, para 2016, a contratação de cerca de 101 mil trabalhadores temporários em todo o país neste fim de ano. O número é 3% inferior ao contabilizado no ano passado. Já a estimativa de aproveitamento dessas pessoas para vagas fixas está em torno de 5%, o mesmo índice registrado nos dois anos anteriores. Para se ter uma ideia da queda acumulada, 12% eram efetivados em 2013.

“Isso mostra que o cenário desenhado é bastante competitivo. Com as altas nas taxas de desemprego, teremos profissionais muito qualificados tentando uma recolocação por meio do trabalho temporário”, comenta a gerente executiva da Fenaserhtt, Joelma de Matos Dantas. “Por isso, quem foi selecionado numa oportunidade dessas tem que demonstrar seu interesse pela atividade e muita proatividade”.

GRANDE TESTE

Segundo ela, em alguns casos, esses empregos servem como uma prova de fogo, já que as pessoas têm muito a fazer num período curto. E como boa parte das empresas contrataram menos, o volume de trabalho por pessoa aumentou.

“Quem se organiza e consegue responder bem à pressão, acaba mostrando ter habilidade em autocontrole, uma qualidade importante”, diz ela.

Joelma afirma também que nem só de indústria e comércio vive este período do ano. Áreas ligadas a eventos, lazer e hotelaria também estão contratando.

“Em muitos casos, inclusive, há oferta de salários competitivos, que justificam os esforços”, resume ela.

Fonte: iBahia

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